sábado, 3 de outubro de 2026

Eleições 2026: Indecisos no Paraná ainda avaliam voto às vésperas da eleição


 

Pesquisa aponta que 24% dos eleitores não definiram candidato ao governo; série acompanha jovens e adultos que decidem voto no último momento

Faltando menos de dois dias para o pleito, ainda há quem não saiba em quem votar para o governo do estado. A série de reportagens que acompanha os indecisos até a hora da votação mostra que, mesmo na reta final, parte do eleitorado segue avaliando opções. 

Uma pesquisa do Instituto Alfa, contratada pela TMC e divulgada nesta quinta-feira (1 de outubro), revelou que 24% dos entrevistados ainda não definiram seu voto, 17% podem mudar de escolha e 56% já decidiram e não pretendem alterar.

Eleições 2026: O caminho dos indecisos até a votação

Reportagem acompanha eleitores paranaenses que ainda não definiram seu voto para governador

Entre os entrevistados, Bruno Camargo, que antes estava indeciso, agora integra o grupo dos 56% que já escolheram. “Logo depois de conversarmos, já no dia seguinte eu senti uma certa vergonha, quer dizer vergonha não é bem a palavra, mas eu fiquei um pouco incomodado por ainda ter uma dúvida. A eleição é tão polarizada que quando eu fui analisar me pareceu óbvio as opções que eu tinha. Para ser sincero eu achei que eu tinha uns seis candidatos com boas propostas para analisar, mas quando eu dei uma pesquisada eu vi que não era bem assim e logo já decidi meu voto.”

Camargo não sabia muito a respeito dos candidatos porque até poucos meses atrás ainda morava na Europa e, quando retornou ao Brasil, não conhecia o histórico político regional. "Eu contei que eu dei entrevista e meus amigos falaram para mim, 'nossa, como assim você está em dúvida?' Eu me sinto sortudo por ter essa rede que eu consigo me expressar sem medo do julgamento e posso ter essa conversa. Depois eu pesquisei e vi o debate, assisti essa semana também e isso confirmou ainda mais a minha escolha e enfim, acho que agora não tem mais nenhuma dúvida.” 

Questionado sobre o motivo da indecisão na primeira conversa, em 18 de setembro, atribuiu à falta de tempo: “A correria não me deixou pesquisar, não tinha tempo e também eu tinha uma sensação de que faltava mais para eleição. Mas aí depois que a gente conversou eu pensei: é daqui alguns domingos. E fui pesquisar.”

Já José Aparecido Paiva está no grupo dos 17% que ainda podem mudar de candidato. E assim como Camargo, pretende discutir com a família antes de tomar uma decisão definitiva. “Como te disse da última vez eu tenho um candidato com uma preferência, mas ainda pode mudar. Eu vou me reunir com a minha família e a gente vai conversar sobre as opções que temos. Minhas filhas pensam diferente de mim, mas a gente se respeita muito e tem espaço para o diálogo para encontrarmos um candidato em comum.”

A motivação da incerteza e da possibilidade de mudança de voto é a similaridade — ou a sensação disso — para o seu Paiva: “A gente escuta tanta coisa, vê tanta coisa que isso vai causando uma insegurança no voto, dá uma sensação de que eles são todos meio parecidos, sabe”, diz o comerciante ambulante.

Fonte: Plural — Jornalista: Julia Sobkowiak