sexta-feira, 25 de julho de 2025

PT venceu em apenas 3 municípios do Paraná nas eleições municipais para prefeito em 2024

Segundo turno da eleição interna do PT do Paraná será neste domingo (27 de julho)

Petistas de 275 municípios do Paraná irão as urnas


Neste domingo (27 de julho 2025) será realizado o segundo turno das eleições internas do PT. 

Dos quatro candidatos que participaram no primeiro turno no último dia 6 de julho, Zeca Dirceu e Arilson Chiorato ficaram na disputa para comandar o partido no Paraná pelos próximos quatro anos. 




O primeiro turno consagrou a eleição de Edinho Silva para comandar o partido em nível nacional. Após a confirmação do resultado, ele fez um balanço muito positivo no momento importante da vida política do Brasil e do partido. 

“Estamos vivendo uma conjuntura internacional difícil, com o crescimento do fascismo em diversos países e com a recente ofensiva econômica do governo Trump contra o Brasil. Isso exige muito dos partidos que defendem a democracia e, em especial, do Partido dos Trabalhadores”, afirmou, já projetando o mandato para eleições nacionais em 2026.

 

Além do presidente nacional e da chapa nacional, no primeiro turno, os petistas paranaenses elegeram a chapa estadual, chapas e presidências municipais.

O experiente político vereador Angelo Vanhoni foi eleito presidente do PT de Curitiba com 790 votos (58,7%).

No caso de Curitiba, ainda foram eleitos presidentes e chapas de zonais. 

A concorrência estadual tinha Arilson Chiorato, Hermes Leão, Tadeu Veneri e Zeca Dirceu. Como ninguém atingiu 50% mais um dos votos válidos, a disputa foi para o segundo turno. 

Segundo turno com deputados na disputa

Zeca Dirceu tem apoio do deputado estadual Renato Freitas


O deputado federal Zeca Dirceu terminou a apuração em primeiro turno defendendo que é hora de devolver o PT aos filiados e filiadas. “Fomos perdendo força no Paraná, enquanto em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e outros estados vizinhos, o PT voltou a crescer, elegendo mais vereadores e vereadoras, prefeitos e prefeitas, participando mais ativamente da política, dos movimentos sociais, das lutas da educação, saúde, reforma agrária e agricultura”, disse durante a campanha.

Deputado federal do PT no Paraná Zeca Dirceu tem experiência política na articulação com o PT nacional e quer fortalecer a militância de base pelos municípios paranaenses

O Paraná tem 399 municípios e em 2020 o PT venceu em 8 cidades. Nas últimas eleições municipais em 2024, o PT conquistou apenas 3 prefeituras: São João do Triunfo, Santa Maria do Oeste e Paraíso do Norte.

Desempenho do partido nos municípios paranaenses fortalece a oposição interna na liderança do deputado federal Zeca Dirceu que busca renovação no comando do Partido dos Trabalhadores no estado.

O atual presidente estadual do PT no Paraná  deputado estadual Arilson Chiorato tem apoio da ministra Gleisi


Já o atual presidente e candidato à reeleição, o deputado estadual Arilson Chiorato, estabeleceu como mote de campanha por um PT de luta e coragem. “O nosso projeto para o PT-PR está centrado na reeleição de Lula em 2026 e no combate ao discurso de ódio e antidemocrático promovido pela extrema direita bolsonarista, liderada, no Paraná, pela turma da Lava Jato e do Ratinho”.

OPINIÃO DOS CANDIDATOS

Zeca Dirceu: É hora de devolver o PT aos filiados e filiadas

Arilson: Por um PT de luta e coragem

 


Deputado federal Zeca Dirceu venceu no primeiro turno das eleições internas do PT no Paraná. O resultado confirma que a maioria da militância petista quer mudanças no diretório estadual do partido 

Boletim de Urna 

A votação é presencial e em cédula de papel.

A totalização dos votos é realizada na sede estadual do partido, em Curitiba, sendo acompanhada por representantes das candidaturas.

Em São José dos Pinhais, o local de votação será na APP-Sindicato, das 9h às 17h.


Democracia não é só votar - diz Lula no Chile



Lula definiu a democracia de forma pragmática, ligando-a diretamente à qualidade de vida da população, indo além do mero ato de sufrágio. “Democracia não é só votar — é ter comida na mesa, ter uma casa, ver seus filhos na universidade, desfrutar de lazer e cultura”, declarou o presidente. “Como afirmou o Papa Francisco, não há democracia com fome, nem desenvolvimento com pobreza e nem justiça na desigualdade.”

O presidente identificou a extrema concentração de riqueza como um dos principais obstáculos para o desenvolvimento. Segundo Lula, “em meio aos escombros do neoliberalismo, temos como legado uma massa de deserdados e excluídos, presas fáceis de aventureiros que negam a política”, disse, ao condenar o abismo social no mundo. “A concentração de renda é tão absurda que 1% das pessoas mais ricas do planeta controla 45% da riqueza global.”

Para Lula, a solução passa por um novo pacto social, com o Estado assumindo um papel central na garantia de direitos. Ele também vinculou a luta por uma sociedade mais justa à necessidade de uma reforma tributária, afirmando que “sem justiça tributária, as distorções continuarão se ampliando em favor do grande capital e dos bilionários”.

O presidente também abordou os conflitos globais, afirmando que “não haverá democracia e desenvolvimento sustentável em um mundo conflagrado”, e criticou a “matança indiscriminada de milhares de mulheres e crianças em Gaza”.

Ao concluir, Lula conclamou as forças progressistas à união, afirmando que a defesa da democracia é uma missão histórica que exige “desprendimento e compromisso dos atores públicos”. Com otimismo e resiliência, o presidente finalizou com a máxima:  

“Quem tem uma causa não envelhece.”


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