sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Michele Caputo - candidato a vice-governador na chapa de Requião - defendeu a participação de hospitais filantrópicos e privados no atendimento aos paranaenses pelo SUS.

Candidato a vice-governador Michele Caputo (Solidariedade)

 Vice de Requião Filho (PDT) disse que vai colaborar diretamente em um eventual governo, especialmente na área social

O candidato a vice-governador Michele Caputo (Solidariedade), que faz chapa com Requião Filho (PDT), destacou em debate realizado pela Jovem Pan News nesta quinta-feira (10) que vai colaborar diretamente em um eventual governo, especialmente na área social, caso seja eleito.

Michele Caputo faz críticas ao governo Ratinho Junior e defesa dos valores da “família Requião”

Em sua participação no debate na Jovem Pan, Michele Caputo aproveitou para tecer críticas ao governo Ratinho Junior (PSD) e mostrar que as propostas de sua chapa implicam em mudanças em relação ao defendido pela atual administração do Paraná.

Em educação, Caputo destacou que é contra o modelo das escolas cívico-militares, ressaltando que o que acontece da porta para dentro das unidades deve ser de responsabilidade dos profissionais da educação. Segundo ele, nenhum governo foi tão bom para a área como os do ex-governador Roberto Requião, que é pai de seu colega de chapa.

Ele também defendeu o protagonismo das universidades estaduais no desenvolvimento do Paraná, com foco na qualidade do ensino e na inovação para o desenvolvimento econômico. Michele Caputo destacou que nenhum outro Estado tem a rede de ensino superior disponível aos paranaenses e disse que isso deve ser aproveitado como potencialidade.

Em saúde, o candidato a vice defendeu a participação de hospitais filantrópicos e privados no atendimento aos paranaenses pelo SUS. Segundo ele, a divergência com a família Requião, que tinha um viés mais voltado a hospitais públicos, está superada e que a população quer apenas ser atendida, sem ligar para em que tipo de estabelecimento. Ressaltou ainda a intenção de descentralizar mais o atendimento de saúde pelo interior.

Caputo também fez críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem atribuiu uma postura antivacina que prejudicou os brasileiros durante a pandemia. Também lamentou que o negacionismo em relação à vacinação esteja produzindo efeitos ruins, como a volta dos casos de sarampo.

Sobre privatizações, Michele Caputo aproveitou para criticar a da Copel, que, segundo ele, foi feita de forma apressada pelo governo Ratinho Junior. Defendeu, a exemplo de Requião Filho, uma análise do processo, com eventual reversão da desestatização. Também disse ser contra a venda da Celepar, com receio de que dados sensíveis dos paranaenses possam ficar vulneráveis a hackers. Segundo ele, há informações cruciais para a segurança, como endereços de policiais, que podem ficar expostas caso sejam tratadas por empresa privada.

No debate, Michele Caputo destaca passado no PSDB e a atual aliança com o partido de Lula.

Questionado pela jornalista Rafaela Moron sobre sua mudança de partido, e agora estando ao lado de Lula (PT) depois de tantos anos de antagonismo, sendo filiado ao PSDB, Michele Caputo rechaçou a polarização e destacou que o embate sempre foi travado no campo democrático.

“Votei no Lula e sempre que o adversário não foi o PSDB, no segundo turno. Na última eleição, fiquei com a Simone Tebet (então MDB), meu partido estava junto com a Simone. E no segundo turno, igual a Simone, votamos no Lula contra o Bolsonaro. E agora nessa eleição é só lembrar que o candidato a vice-presidente [Geraldo Alckmin] também foi uma grande expressão do PSDB” explicou Michele Caputo.

Além do Solidariedade, partido a qual o vice é filiado, a chapa de Requião Filho (PDT) conta ainda com o apoio da Federação PT/PCdoB/PV e da Federação PSol/Rede Sustentabilidade.

Fonte: Informações da BandaB e JovemPan