Em nota, Ordem dos Advogados afirma que Eva do Amaral Coelho "ignora uma realidade grave que atinge milhares de pessoas em condições degradantes"
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Pará se manifestou através de nota, nesta quinta-feira (23), a respeito das declarações da desembargadora Eva do Amaral Coelho, do TJPA (Tribunal de de Justiça do Pará), comparando a decisão liminar do STF (Supremo Tribunal Federal) que limita penduricalhos da magistratura ao "regime de escravidão".
Segundo a nota, a OAB-PA reconhece a trajetória da magistrada e respeita sua história no papel desempenhado como desembargadora, mas avalia que a manifestação merecia "maior cuidado".
"Ao recorrer a comparações que banalizam pautas extremamente sensíveis, como o combate ao trabalho análogo à escravidão, ignora-se uma realidade grave, que atinge milhares de pessoas em condições degradantes e que exige tratamento responsável e cuidadoso", declarou a seção paraense da Ordem.
O comentário da desembargadora foi feito durante uma sessão da 3ª Turma de Direito Penal do TJPA, realizada no último dia 9. Eva do Amaral Coelho criticou a decisão liminar do STF que limita penduricalhos da magistratura e afirmou que pertencer à categoria é visto como crime.
"Daqui a pouco, estaremos no rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão", reclamou a desembargadora. Segundo Eva, juízes vêm sendo retratados como "bandidos" e, hoje, os profissionais passaram de cidadãos que zelam pela proteção e direito para "vilões da história".
Dados do Portal da Transparência revelam que a desembargadora recebeu R$ 1.024.114,30 líquidos em remunerações no último ano. Entre janeiro e março, os rendimentos e benefícios da magistrada ultrapassaram os R$ 183 mil mensais.
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POR:
BASSA
