sábado, 11 de fevereiro de 2023

A espiritualidade dos grupos de whats: Seitas, Expressões e "Lavação de Roupa Suja"



Cada grupo de Whats é um conjunto de pessoas reunidas em torno de uma afinidade ideológica. São seitas vindas da mente de cada indivíduo registradas no celular e transmitem informações uns aos outros. Todo coletivo é resultado de uma seita.

A palavra Seita significa (latim secta = "secionar", "dividir", "sectar") de forma geral é um conceito complexo utilizado para grupos que professam doutrina, ideologia, sistema filosófico, religioso ou político.

O termo “seita” é usado amplamente e é aplicado a grupos que seguem um conjunto de normas sociais, comportamentos, ritos e valores.

Segundo Peter Berger, seita seria a organização de um grupo contra um meio que consideram hostil ou descrente. 

Uma seita também é uma organização formada para atingir determinados objetivos, portanto, toda empresa é uma seita.

Sair de uma seita nunca é fácil porque ela exerce controle sobre toda a vida individual e coletiva dos indivíduos. As seitas, assim como as religiões instituídas, são agências reguladoras do pensamento e da ação, mas com a diferença de que na seita a regulação tende a ser mais totalizante, devido ao rígido controle que exercem sobre os sujeitos.

Para quem está do lado de fora e observa seu comportamento e crescimento, a pergunta costuma vir à cabeça: como as seitas, afinal, promovem suas ideologias para conseguir atrair seguidores e depois convencer quem as questiona a ficar no grupo?

Seitas políticas tem em comum a necessidade de inclusão e exclusão de pessoas conforme a perícia da moderação ou do criador do grupo. As panelinhas formadas em tribos atuam como exemplos de pequenas seitas domésticas ou até mesmo de natureza estudantil.

Uma bandeira de um país é praticamente um símbolo de seita. Cada tribo é uma seita espalhada no conjunto de toda humanidade.

Uma das ferramentas mais poderosas das seitas é a palavra, e elas a utilizam de uma maneira tão sedutora que o formato penetrou, de forma inesperada, em muitas atividades comuns, na política, nos negócios e na indústria.

Como sabemos, entretanto, a palavra depende do contexto.

A palavra "seita", especialmente, é um exemplo vivo disso. Começou sendo um termo para dar nome a comunidades de membros que compartilham ideologias ou crenças que os diferenciavam de outros grupos maiores — talvez novas ou pouco ortodoxas, mas não necessariamente nefastas.

Somente em meados do século 20 é que essa palavra começou a ganhar sua reputação mais obscura. O surgimento de tantas religiões alternativas assustou muita gente, e as seitas foram associadas a charlatões, hereges e pecadores.

Em primeiro lugar, uma seita precisa converter a pessoa. E isso é alcançado fazendo com que ela se sinta especial e compreendida. O comércio é uma seita viva.

Mais tarde, com os assassinatos cometidos pelo grupo liderado por Charles Manson em 1969, na Califórnia (EUA), e o massacre de Jonestown, na Guiana, em 1978, "seita" passou a representar uma ameaça social e a provocar medo.

Para diferenciar certas minorias de doutrinas religiosas ou ideológicas concretas e evitar sua perseguição, na década de 1980 surgiu o conceito de "novos movimentos religiosos" e, por outro lado, o das chamadas "seitas destrutivas".

Atualmente, as seitas estão manifestas nos diversos grupos de whatsap, a rede social mais popular do Mundo no momento.

Cada grupo de whats com nome, marcas, regras, conjunto de valores, definição de direitos e deveres na verdade são expressões e práticas de seitas ideológicas.

Os moderadores dos grupos virtuais são os novos ditadores digitais e fascistas da internet, que é um retrato virtual da realidade física social. 

O Mundo é uma seita.