domingo, 22 de março de 2026

O debate entre depressores e deprimidos: uma nova abordagem política para compreensão da saúde mental - Cristiano Bassa


A empatia não é novidade. É bíblica.

Marx explicou sobre o tradicional conceito de luta de classes sociais que até hoje estão no topo dos debates ideológicos em partidos políticos, empresas e governos.

Na atualidade, é preciso adaptar os conceitos de Marx com o objetivo de compreender uma nova abordagem para explicar as verdadeiras causas da doença mental que estão ocultas no debate público: A luta entre depressores e deprimidos.

A dimensão biopsicossocial só pode ser entendida com intensidade e profundidade de esclarecimento.

É científico que a superficialidade de uma informação não compreende os fatores externos macro ambientais que exercem influência na saúde e bem estar do indivíduo.

O entendimento da ciência biopsicossocial ainda sofre negações e é vista com desconfiança por parte dos defensores da ideologia individualista da autorresponsabilidade que acredita que o indivíduo é o único responsável por suas conquistas e perdas ao ignorar fatores como sorte, contextos sociais, geográficos, climáticos, épocas, política, economia e cultura.

Um dos princípios cristãos bíblicos trata do ensinamento que orienta que devemos "amar o próximo como a si mesmo". Um dos maiores desafios da humanidade é a prática da empatia, que envolve saber se colocar no lugar do próximo. O caráter cristão com integridade necessita da prática da bioética nas relações.

É fato comprovado que um dos fatores que agravam a saúde mental das pessoas são as perdas materiais e as crises de natureza financeira.

A depressão não é causa, a depressão é consequência de fatores externos. O problema é o ciclo. Se a depressão causa problemas, também é fato que problemas podem causar depressão.

As doenças da mente são resultados de uma sociedade de cultura primitiva, egoísta e perversa que ignora direitos e rasga o princípio da dignidade da pessoa humana.

Em qualquer conflito humano haverá desgastes, confrontos, batalhas e lutas. A questão é definir os propósitos em questão.

Uma sociedade perversa e cruel normaliza conflitos e quando o resultado afeta a saúde mental, existe um método que interpreta culpar a vítima pelos problemas e uma outra forma de compreensão biopsicossocial envolve o entendimento dos fatores externos de ambiente que afetam a saúde do indivíduo inserido na sociedade.

Muitas vezes, são os próprios coletivos ou líderes egoístas e doutrinas sociais que adoecem os membros de uma tribo, família, comunidade, sociedade.

No sentido espiritual, “deprimidos” podem estar enfrentando desânimo, medo, vazio, isolamento e perda de sentido. Resultado de batalhas espirituais.

Já “depressores” são aqueles que agem com pré-conceito e ignorância, abandono e exclusão, rejeição, gaslighting, buylling, discriminação e tortura psicológica.

A maior covardia de um depressor é usar a fraqueza da vítima deprimida contra ela mesma. É insinuar que a vítima é responsável pelo próprio fracasso. Quando existem diversos fatores químicos, físicos, biológicos, sociais que resultam os diversos problemas de natureza humana.

Essa posição é problemática e pode ser injusta por ignorar fatores biopsicossociais como as barreiras que tornam uma pessoa deficiente.

A solução está no conhecimento e nas ações resolutivas científicas.

A tortura psicológica é a ferramenta de um depressor, que age para destruir ou surrupiar a estrutura material de apoio da vítima.

Diz a igreja que o "diabo veio para matar, destruir e roubar". Neste sentido, um depressor age a serviço do diabo, do ponto de vista de uma batalha espiritual.

Neste sentido, podemos observar que os depressores são energias que roubam a paz, a harmonia e a estabilidade da vítima.

A energia neste contexto é ação humana, o comando está na mente, origina-se do coração e o resultado está na estrutura material, na arquitetura hostil e na perversão e corrupção das políticas públicas e práticas sociais.

Na prática, essa batalha pode ser compreendida assim:

- O sofrimento gerado enfraquece a esperança, o isolamento aumenta a dor, e pequenos gestos de cuidado, fé, apoio e tratamento começam a reconstruir a pessoa por dentro.

Fatores como:

  • ·       Ambientes tóxicos (trabalho, família, relacionamentos).
  • ·       Pressão social e cobrança excessiva.
  • ·       Críticas destrutivas, rejeição ou preconceito são fatores prejudiciais.
  • ·       Abandono psicoemocional.
  • ·       Falta de rede de apoio.
  • ·       Quebra de acordos intrafamiliares.

É dever do estado garantir direitos, o mercado é livre comércio e instável por natureza para a maioria da população, o papel da família é conservar, acolher e ser um porto seguro social.

Quando o estado não garante direitos, o mercado é excludente por natureza, a família também pode ser potencial destruidor de saúde mental quando há disputas, competições, ciúmes e ausência plena de empatia no seio das relações.

Relembrar o que é Estado, Mercado e Família é de fundamental importância para discernir.

A responsabilidade do indivíduo com o coletivo por meio da autorresponsabilidade, do autocuidado, da autodeterminação possui potenciais e limitações.

Potenciais precisam ser apoiados socialmente e extraídos por meio da orientação vocacional do indivíduo.

A previsibilidade, estabilidade e as adaptações são necessárias para viabilizar um processo de inclusão com responsabilidade, bom senso, compromisso e respeito.

A consciência da importância dos direitos e deveres são necessidades de indivíduos e das coletividades.

A nova luta de classes não é apenas entre opressores e oprimidos.

Agora, preciso estarmos cientes da luta entre DEPRESSORES e DEPRIMIDOS.

Não basta reconhecer a depressão. É justo e necessário identificar as causas originárias das deficiências e depressões.

Se a depressão é doença mental multifatorial influenciada por fatores biológicos, psicológicos e sociais, a solução está na ciência e fé. Em suma, enfatiza-se a necessidade de políticas públicas e práticas que tratem a depressão sem culpar indivíduos, promovendo prevenção, equidade social e espiritualidade solidária.

O problema e a solução dependem da mesma fonte originária do conflito: a própria sociedade.

Assim como o indivíduo pode contribuir. A sociedade precisa retribuir. Assim como a sociedade pode contribuir, o individuo precisa retribuir. Ação e recompensa estão plenamente interligadas.

Segue a luta.

Autor: Cristiano Bassa. Jornalista DRT 8439/PR, Administrador de Empresas (PUC-PR), Pós-graduado – Especialista em ciência da comunicação – UFPR, estudante de Direito – FAE Bom Jesus. Autista de diagnóstico tardio com AHSD. Paranaense, brasileiro. Contato: (41) 9.9688-9720. Março de 2026.