A empatia não é novidade. É bíblica.
Marx explicou sobre o tradicional conceito de luta de classes sociais que até hoje estão no topo dos debates ideológicos em partidos políticos, empresas e governos.
Na atualidade, é preciso
adaptar os conceitos de Marx com o objetivo de compreender uma nova abordagem
para explicar as verdadeiras causas da doença mental que estão ocultas no
debate público: A luta entre depressores e deprimidos.
A dimensão
biopsicossocial só pode ser entendida com intensidade e profundidade de
esclarecimento.
É científico que a
superficialidade de uma informação não compreende os fatores externos macro
ambientais que exercem influência na saúde e bem estar do indivíduo.
O entendimento da ciência biopsicossocial ainda sofre negações e é vista com desconfiança por parte dos defensores da ideologia individualista da autorresponsabilidade que acredita que o indivíduo é o único responsável por suas conquistas e perdas ao ignorar fatores como sorte, contextos sociais, geográficos, climáticos, épocas, política, economia e cultura.
Um dos princípios
cristãos bíblicos trata do ensinamento que orienta que devemos "amar o
próximo como a si mesmo". Um dos maiores desafios da humanidade é a
prática da empatia, que envolve saber se colocar no lugar do próximo. O caráter
cristão com integridade necessita da prática da bioética nas relações.
É fato comprovado que um
dos fatores que agravam a saúde mental das pessoas são as perdas materiais e as
crises de natureza financeira.
A depressão não é causa,
a depressão é consequência de fatores externos. O problema é o ciclo. Se a
depressão causa problemas, também é fato que problemas podem causar depressão.
As doenças da mente são
resultados de uma sociedade de cultura primitiva, egoísta e perversa que ignora
direitos e rasga o princípio da dignidade da pessoa humana.
Em qualquer conflito
humano haverá desgastes, confrontos, batalhas e lutas. A questão é definir os
propósitos em questão.
Uma sociedade perversa e
cruel normaliza conflitos e quando o resultado afeta a saúde mental, existe um
método que interpreta culpar a vítima pelos problemas e uma outra forma de
compreensão biopsicossocial envolve o entendimento dos fatores externos de ambiente
que afetam a saúde do indivíduo inserido na sociedade.
Muitas vezes, são os
próprios coletivos ou líderes egoístas e doutrinas sociais que adoecem os
membros de uma tribo, família, comunidade, sociedade.
No sentido espiritual,
“deprimidos” podem estar enfrentando desânimo, medo, vazio, isolamento e perda
de sentido. Resultado de batalhas espirituais.
Já “depressores” são
aqueles que agem com pré-conceito e ignorância, abandono e exclusão, rejeição,
gaslighting, buylling, discriminação e tortura psicológica.
A maior covardia de um
depressor é usar a fraqueza da vítima deprimida contra ela mesma. É insinuar
que a vítima é responsável pelo próprio fracasso. Quando existem diversos
fatores químicos, físicos, biológicos, sociais que resultam os diversos
problemas de natureza humana.
Essa posição é
problemática e pode ser injusta por ignorar fatores biopsicossociais como as
barreiras que tornam uma pessoa deficiente.
A solução está no
conhecimento e nas ações resolutivas científicas.
A tortura psicológica é a
ferramenta de um depressor, que age para destruir ou surrupiar a estrutura
material de apoio da vítima.
Diz a igreja que o
"diabo veio para matar, destruir e roubar". Neste sentido, um
depressor age a serviço do diabo, do ponto de vista de uma batalha espiritual.
Neste sentido, podemos
observar que os depressores são energias que roubam a paz, a harmonia e a
estabilidade da vítima.
A energia neste contexto
é ação humana, o comando está na mente, origina-se do coração e o resultado
está na estrutura material, na arquitetura hostil e na perversão e corrupção
das políticas públicas e práticas sociais.
Na prática, essa batalha pode
ser compreendida assim:
- O sofrimento gerado enfraquece a esperança, o isolamento aumenta a dor, e pequenos gestos de cuidado, fé, apoio e tratamento começam a reconstruir a pessoa por dentro.
Fatores como:
- ·
Ambientes tóxicos (trabalho, família,
relacionamentos).
- ·
Pressão social e cobrança excessiva.
- ·
Críticas destrutivas, rejeição ou
preconceito são fatores prejudiciais.
- ·
Abandono psicoemocional.
- ·
Falta de rede de apoio.
- ·
Quebra de acordos intrafamiliares.
É dever do estado
garantir direitos, o mercado é livre comércio e instável por natureza para a
maioria da população, o papel da família é conservar, acolher e ser um porto
seguro social.
Quando o estado não
garante direitos, o mercado é excludente por natureza, a família também pode
ser potencial destruidor de saúde mental quando há disputas, competições,
ciúmes e ausência plena de empatia no seio das relações.
Relembrar o que é Estado,
Mercado e Família é de fundamental importância para discernir.
A responsabilidade do
indivíduo com o coletivo por meio da autorresponsabilidade, do autocuidado, da
autodeterminação possui potenciais e limitações.
Potenciais precisam ser
apoiados socialmente e extraídos por meio da orientação vocacional do
indivíduo.
A previsibilidade,
estabilidade e as adaptações são necessárias para viabilizar um processo de
inclusão com responsabilidade, bom senso, compromisso e respeito.
A consciência da
importância dos direitos e deveres são necessidades de indivíduos e das
coletividades.
A nova luta de classes
não é apenas entre opressores e oprimidos.
Agora, preciso estarmos
cientes da luta entre DEPRESSORES e DEPRIMIDOS.
Não basta reconhecer a
depressão. É justo e necessário identificar as causas originárias das
deficiências e depressões.
Se a depressão é doença
mental multifatorial influenciada por fatores biológicos, psicológicos
e sociais, a solução está na ciência e fé. Em suma, enfatiza-se a
necessidade de políticas públicas e práticas que tratem a depressão sem
culpar indivíduos, promovendo prevenção, equidade social e espiritualidade
solidária.
O problema e a solução
dependem da mesma fonte originária do conflito: a própria sociedade.
Assim como o indivíduo
pode contribuir. A sociedade precisa retribuir. Assim como a sociedade pode contribuir,
o individuo precisa retribuir. Ação e recompensa estão plenamente interligadas.
Segue a luta.
Autor: Cristiano Bassa. Jornalista DRT 8439/PR, Administrador de Empresas (PUC-PR), Pós-graduado – Especialista em ciência da comunicação – UFPR, estudante de Direito – FAE Bom Jesus. Autista de diagnóstico tardio com AHSD. Paranaense, brasileiro. Contato: (41) 9.9688-9720. Março de 2026.


POR:
Thalita Bassa
