segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Torcidas femininas de Athletico e Coritiba ganharam repercussão mundial após tomarem conta dos estádios em Curitiba

(Fotos: Gabriel Thá/Coritiba e Gustavo Oliveira/athletico.com.br)


A vitória do Athletico Paranaense sobre o Maringá no sábado (21) contou apenas com mulheres e crianças de até 12 anos nas arquibancadas da Arena da Baixada, em Curitiba.

Os maiores clubes do Estado do Paraná jogaram para mulheres e crianças nesta semana e promoveram momento históricos do futebol.

As torcidas femininas de Athletico e Coritiba deram shows nesta semana. A exclusividade de mulheres e crianças nas arquibancadas teve repercussão mundial.

Tudo foi gerado das brigas de vândalos no clássico do ano passado. Pois bem, o TJD-PR (Tribunal de Justiça Desportiva) acertou em cheio ao acatar o recurso dos clubes e voltar atrás na decisão dos jogos serem com portões fechados.

O que se viu nos estádios de Curitiba foi um espetáculo. Gestos de amor e coro forte para incentivar a equipe. Não à toa, as redes sociais foram tomadas de elogios. O espaço do futebol, tão masculinizado, precisa abrir mais espaço para elas.

Diante do episódio, Athletico e Coritiba têm a obrigação de ter um olhar mais atento com essa parcela da torcida. É preciso fazer que essas pessoas sigam indo aos estádios e que não tenham sido jogos isolados.

São várias as possibilidades. Os times do marketing devem entrar em ação, estudar o contexto do próprio clube e construir um programa que atenda a esse público. 

Por exemplo, não seria muita loucura se determinado setor do Couto fosse destinado apenas para as mulheres e crianças assistirem os jogos. Foram vários os relatos de torcedoras afirmando que se preocupam com assédios nos estádios. 

Voltando ao ponto central: os jogos da dupla Athletiba mostraram que há público e interesse.

Basta querer para fidelizar essas torcedoras para estreitar ainda mais essa relação de amor, além de criar uma nova fórmula para aumentar receita. 

Todos saem ganhando, principalmente o futebol.