O Brasil é um país que tem de tudo que se possa imaginar, tem gente honesta e tem gente trabalhadora mas também tem muito malandro que acredita que a esperteza vale mais do que a honestidade. É por isso que a política é mal vista pela maior parte da população.
Ainda assim a política é um instrumento de transformação social, continua necessária e compõe uma das necessidades de vida em sociedade.
O contraditório no país é que a mesma população que tem ranço de politicagem são os primeiros que comercializam o voto durante as eleições. Movimentando com isso, o mercado de compra e venda de votos nas diversas regiões pelo país.
Coincidência ou não, os que costumam ser eleitos são os que gastam muito dinheiro durante as campanhas eleitorais e pré-campanhas. Dificilmente um trabalhador em sub-emprego irá conseguir bancar uma campanha eleitoral, por isso que os partidos recebem recursos do governo. E os empresários corruptos costumam entrar na política com olhar de investimento para satisfazer suas vaidades e egocentrismos pessoais.
O espírito de prostituição econômica circula na mentalidade da população corrupta que nada mais são do que cúmplices reais de toda a cultura da corrupção e da malandragem da política brasileira.
Há corruptos em todos os campos ideológicos de atuação na política e no setor privado.
Esta malandragem brasileira é fruto do mal caratismo da população e também do sistema capitalista que passa a mão na cabeça dos talentosos espertalhões, aqueles que levam vantagem lucrativas em negociações comerciais, ou seja, o próprio sistema capitalista é uma suruba completa.
Apoiar os partidos que propõem a construção de um novo sistema político se faz necessário diante todo o CAOS que está instalado na sociedade desde 1.500 quando o país foi invadido para ter suas terras ocupadas.
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| A corrupção é um problema que ninguém é capaz de resolver - nem a esquerda, nem o centro e muito menos a direita |
Neste país, há os parasitas e acomodados que costumam defender o sistema que estão inseridos e há os incomodados que querem mudar alguma coisa.
Quando se trata da carreira política dos politiqueiros de todas as partes do Brasil, a vaidade toma conta das candidaturas pessoais com as tradicionais candidaturas personalistas, que tratam da exaltação do nome de apenas uma pessoa.
Um indivíduo que costuma ser considerado o líder da tribo coloca seu nome a disposição para concorrer a algum cargo público e as eleições são o momento para o eleitorado votar nas urnas e escolher os políticos que deveriam trabalhar na defesa do bem comum da população.
O PSOL - Partido Socialismo e Liberdade é um partido que está crescendo no Brasil. É um partido em defesa do socialismo e da liberdade dos trabalhadores. O partido tem o propósito de combater as históricas desigualdades sociais, econômicas e políticas que corrompem a sociedade brasileira.
Dizem que a política não muda nunca. Ledo engano. No PSOL existe o mandato coletivo. Uma nova forma de atuar na política que tenta superar a vaidade das candidaturas personalistas repletas de demagogias e egocentrismos.
Apesar que um coletivo é uma soma de personalistas engajados também. O problema deste sistema é que tudo é dividido entre os candidatos e a legislação ainda não reconhece um mandato coletivo, sendo assim, os co-vereadores atuam na prática como assessores parlamentares e somente a titular do mandato pode fazer uso presencial da tribuna na Câmara Municipal.
A transformação social se modifica lentamente mas existem mudanças progressistas em diversos setores da sociedade.
No município de Ponta Grossa-PR existe o primeiro mandato coletivo do PSOL no estado do Paraná.
Daqui 17 meses, no final do primeiro semestre de 2024 é a previsão da organização das chapas dos candidatos nos partidos políticos e desde já os politiqueiros começam a pensar nas próximas eleições para prefeito e vereador em 2024 que será realizada nos municípios pelo Brasil.
Em junho de 2021, estive presencialmente no gabinete do mandato coletivo do PSOL de Ponta Grossa-PR para conhecer de perto o trabalho dos co-vereadores e realizei esta entrevista exclusiva em vídeo.
O vídeo está publicado na plataforma instagram.
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Demissão gera polêmica e dissolve mandato coletivo do PSOL em Florianópolis-SC |
Se no Paraná, parece que a experiência deu certo. Em Floripa, capital do estado vizinho não se pode dizer o mesmo.
Em 2020, cinco mulheres foram eleitas para um único mandato na Câmara de Vereadores de Florianópolis-SC, capital de Santa Catarina.
Surgida nas eleições municipais de Florianópolis em 2020 como novidade na política catarinense, o primeiro mandato coletivo eleito para a Câmara de Vereadores da Capital chegou ao fim em novembro de 2022.
Quatro das cinco co-vereadoras que dividiam a cadeira do mandato Coletivo no Legislativo anunciaram seus desligamentos da função. Dessa forma, o mandato passou a ser exercido por apenas uma pessoa, a vereadora Cintia Moura Mendonça.
De acordo com a nota que informa o desligamento na época, as co-vereadoras Joziléia Kaingang, Lívia Guilardi, Mayne Goes e Marina Caixeta apontam um desentendimento de ordem administrativa como motivo para as renúncias. Segundo elas, Cintia teria demitido um dos assessores do gabinete, o que desagradou as colegas.
A nota explica que, como a legislação eleitoral brasileira não prevê a eleição de mandados coletivos, os acordos nesse sentido têm sido feitos na informalidade.
Na prática, apenas uma pessoa inscreve seu CPF e entra oficialmente como candidata. No caso de Florianópolis-SC, foi o nome de Cintia Mendonça o inscrito na chapa do PSOL, que em 2020 elegeu ainda outros dois vereadores, além do Coletivo Bem Viver, eleito com 1.660 votos.
“Seguiremos atuantes e firmes na caminhada pelo combate ao fascismo e para uma sociedade pautada nos princípios ancestrais do Bem Viver, sempre mantendo nossos princípios. Acompanharemos em todas as instâncias os possíveis desdobramentos do descumprimento dos acordos coletivos por parte da covereadora Cintia Mendonça, que segue com a representação legal do mandato”, concluiu a nota, assinada pelas quatro agora ex-covereadoras.
Antes de ser eleita, Cintia foi Coordenadora Administrativa Financeira da Associação Evangélica Beneficente de Assistência Social (AEBAS), em Florianópolis.
Clique aqui e entenda as razões do racha no mandato coletivo do PSOL em Florianópolis em matéria divulgada em novembro de 2022 na imprensa.
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Outra matéria do Blog do Bassa sobre o mandato coletivo - clique aqui e saiba mais.


POR:
BASSA


