terça-feira, 24 de janeiro de 2023

"A corrupção na apologia ao subfaturamento e a crença desonesta dos seiscentos“ - Opinião Cristiano Bassa


Para identificar um sujeito desonesto é só verificar o seu discurso quando afirma que se o usuário da assistência social receber um auxílio qualquer de 600 reais, o cidadão não vai mais querer trabalhar.

Oras, o que se faz com 600 reais nos dias de hoje?

No dicionário, desonestidade significa ausência de integridade ou de retidão com as coisas alheias; torpeza.

Muito se fala entre os povos na sociedade atual sobre os problemas da corrupção governamental e dos superfaturamentos em contratos da administração pública na relação com empresas originadas da iniciativa privada inspiradas no livre mercado.

Foi assim que um ex-juiz politiqueiro se elegeu senador e conquistou apoio de muitas pessoas no Paraná. Agindo como um herói brasileiro da anti-corrupção.

O antagonismo dessa questão está no conceito oposto do superfaturamento da corrupção, isto é, o que se entende por SUBFATURAMENTO ou subvaloração.

A economia nada mais é do que a ciência que une a matemática e a política.

Subvalorizar significa atribuir um valor inferior ao valor real ou correto, fazer com que algo pareça desvalorizado, subvalorizar um produto, um talento, uma pessoa. 

A etimologia (origem da palavra subvalorizar) está em Sub + valorizar. Subvalorizar, ou seja, diminuir, rebaixar, subtrair.

Este é um problema filosófico, assim como o superfaturamento tão combatido pelos paladinos da moral judiciária.

Quem tem coragem de combater a corrupção do sub?

Os sindicatos das classes trabalhadoras são importantes nessa causa.

Em uma sociedade competitiva capitalista, no qual, o lucro deveria ser considerado uma corrupção propriamente dita, haja vista, que os defensores da direita no aspecto ideológico da política acreditam que o trabalho só acontece se os trabalhadores receberem chibatadas psicológicas, este conceito evidencia uma contradição, e demonstra a possibilidade dos próprios empreendedores estarem condenando a si mesmos. Ou seriam estes dotados de iluminações especiais que trabalham sem precisar de chibatadas?

A esta dúvida seria necessário recorrer a Sócrates quando ele diz: "Só sei que nada sei".

Qual seria a real motivação para o neurótico pensamento de incentivo ao trabalho produtivo? De um lado atender as necessidades da demanda de consumo da natureza humana. De outro lado, a busca pelo progresso individual e coletivo são fatores que movimentam a energia das pessoas no propósito do desenvolvimento material.

É compreensão consensual que o lucro empresarial capitalista das organizações na sociedade atual acontece pela lógica da redução de custos e na maximização as receitas.

Qualquer comerciante sabe que o lucro é de fundamental importância e necessário para a sobrevivência de um negócio comercial.

O ponto principal do debate está no exato ponto de vista que se desenrola para o entendimento do real valor de um produto, serviço e mão-de-obra.

Todo sistema material e tecnológico tem na sua origem a mão-de-obra humana. E este é o maior valor que se pode atribuir a um ser humano.

A mão-de-obra humana, seja intelectual ou de ordem biofísica é a própria concepção do trabalho operário.

Portanto, subvalorizar o trabalho de um indivíduo em nome da moral coletivista é a própria manifestação da imoralidade política que alguém possa imaginar.



Para ilustrar melhor, leia outro artigo. 

Clique Aqui e leia o artigo de Antônio Carlos de Oliveira do jornal Diário de Uberlância sobre a lei de Gerson