quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Governador Ratinho Junior quer vender a copel do Paraná ao grande empresariado e o preço da luz pode aumentar afetando o bolso do trabalhador paranaense

A direita quer aumentar a conta de luz do povo paranaense: Ratinho Junior e Bolsonaro dão risada das dificuldades dos trabalhadores no Paraná

A conta de luz não afeta o bolso dos grandes empresários e das classes sociais mais abastadas.

Já no bolso do trabalhador, qualquer aumento na conta de luz faz diferença, haja vista, que o salário da classe trabalhadora não costuma acompanhar os aumentos dos custos de vida das pessoas.

No Paraná, em apenas quatro dias, em um processo político acelerado, sem transparência e sem discussão com a sociedade, o governador Ratinho Junior conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa (Alep) a privatização da Copel, a maior empresa paranaense. O projeto de lei 493/2022, que entrega o controle acionário da Copel, foi aprovado na manhã desta quinta-feira (24/11/2022). A segunda votação do projeto recebeu 38 votos a favor e apenas 13 contrários.

A oposição apresentou três emendas para impedir a venda da estatal, mas as propostas foram rejeitadas pela bancada governista que é maioria. Durante a sessão, o líder da bancada de oposição, o deputado estadual Arilson Chiorato (PT) anunciou um pacote de medidas na Justiça e órgãos competentes para barrar a privatização.

Deputado estadual Arilson Chiorato (PT) faz um alerta ao povo paranaense

“A oposição fez um leque de medidas para serem adotadas após a votação. Existe uma ação popular; um mandado de segurança já protocolado, existem erros de tramitação que serão considerados em uma nova ação; existe uma denúncia no Ministério Público Federal; um comunicado ao Conselho de Valores Mobiliários (CVM), também um pedido junto ao Tribunal de Contas do Estado. Há ainda um comunicado ao governo de transição, uma vez que o BNDESPAR é um acionista da Copel e a União será prejudicada com a privatização, e uma notícia de hoje sobre a suspensão da renovação da outorga de produção das três maiores hidrelétricas da Copel pelo Ministério de Minas e Energia por conta do governo de transição. O que não falta é argumento. As ações da oposição estão muito robustas tecnicamente e entendemos que a Copel vai voltar para as mãos do povo paranaense”.

Arilson ainda ressaltou que a Copel é o principal patrimônio do Paraná, a maior empresa do Estado, que vale R$ 23 bilhões e gerou R$ 5,1 bilhões de lucro no último ano. “É parte do desenvolvimento estratégico do Paraná. Não pode ser privatizada! O processo de privatização é cheio de falhas, erros, imoral e ilegal. Não tem transparência, não foi realizada audiência pública, não foi apresentado um estudo com o impacto orçamentário e financeiro. As empresas de serviços que foram privatizadas resultaram em três fatos: aumento de tarifa, redução de investimento e perda dos direitos trabalhistas”.