quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Em Defesa das Cidades Digitais



Segundo André Lemos, “As cidades são sistemas complexos. Desde as primeiras necrópoles pré-históricas até as contemporâneas megalópoles, as cidades nascem, crescem e desenvolvem-se a partir de fatores sociais, culturais, políticos, tecnológicos. No século XVII, a ciência e a tecnologia tornam-se importantes para o desenvolvimento do espaço urbano. A era industrial que se inicia no século XVIII vai moldar a modernidade e criar uma urbanização planetária. Hoje, em pleno século XXI, as novas tecnologias de comunicação e informação imprimem novas marcas ao urbano. As cidades digitais são as cidades da globalização, onde as redes telemáticas fazem parte da vida quotidiana e constituem-se como a infra-estrutura básica e hegemônica da época.”

Minha defesa é que o acesso a informação seja um direito universal e devemos trabalhar para que todas as pessoas tenham acesso e possam aprender a utilizar os mecanismos da informática para ampliar seus conhecimentos, sendo assim, a sociedade enriquece de pessoas mais capacitadas para o mercado de trabalho e as oportunidades crescem socialmente pois na era da informação não podemos excluir nenhuma classe social. Quando identificamos que parte da população ainda não tem acesso a informação por meio de computadores ou internet, o chamado analfabetismo digital, podemos dizer que o Estado está em dívida social.

É necessário a implantação de pontos de internet sem fio de forma gratuita para todas as pessoas terem a oportunidade de se conectar sem custo, a exemplo do que já acontece com algumas cidades pelo país, que se intitulam de Cidades Digitais, os municípios pelo país precisam se adequar a modernidade e possibilitar através de investimento em tecnologias para que o acesso a informação por meio da internet seja ampliado para todos segmentos sociais que compõem a população.

Desde segunda-feira(04/02), representantes de municípios em todo o Brasil podem se inscrever para participar do Programa Cidades Digitais. O governo vai investir no Cidades Digitais cem milhões de reais, do Programa de Aceleração do Crescimento, PAC 2. A seleção vai beneficiar 150 municípios na primeira fase.

Segundo a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, "A ideia é levar a possibilidade de utilização de internet para melhorar a qualidade de serviço da gestão pública, e também, é claro, a questão da inclusão digital. Nessa primeira etapa vamos atender 150 municípios”.

Para participar da seleção, os representantes dos municípios interessados devem acessar a página do ministério das Comunicações, no endereço: www.mc.gov.br e preencher o cadastro eletrônico no link: Cidades Digitais. O prazo de inscrição que começou em 4 de fevereiro vai até o dia 5 de abril. 

Entende-se, por Cidade Digital, a criação de infra-estrutura, serviços e acesso público em uma determinada área urbana para o uso das novas tecnologias e redes telemáticas.

O objetivo é criar interfaces entre o espaço eletrônico e o espaço físico através de oferecimento de teleportos, telecentros, quiosques multimídia e áreas de acesso e serviços. Há inúmeras iniciativas no Brasil. O Ministério das Comunicações elaborou um Plano Nacional de Cidades Digitais para levar banda larga a todo o país. O objetivo é articular ações de inclusão digital, levando acesso à internet para toda a população em cinco anos.